segunda-feira, 5 de janeiro de 2009

Saudade dela. o.O ..

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Segure minhas mãos, não deixarei você cair
Já te vi sorrir, já te ouvi cantar
Apenas segure minhas mãos e secarei suas lágrimas
Seque também as minhas quando falarmos do passado

Também vejo nos seus olhos uma angústia
Eles me dizem em segredo que choram por um alguém
Os meus também choram assim, temos saudades, talvez
Não sei se serei mais um que surge de vez em quando

Não pense nada, só quero de você cuidar, um pouquinho
Deixe-me ficar e tomar mais golinho
Pra nossa angústia desandar e eu poder te fazer um carinho
E por um dia ou uma noite, apenas, te sentir devagarinho

Não sei o que compor, não é paixão, não é amor, não é dor
Deixe-me silenciosa deitar nos teus ombros
E repetir que não te deixarei cair e te guiar pra onde quiseres partir
Deixe-me sentir teu cheiro, acarinhar teus pêlos e dizer que gosto de você.

sexta-feira, 2 de janeiro de 2009

Alivio

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Mais que tudo, eu queria ser a resposta pra ela. Suas tentativas inúteis de me fazer desistir desta urgência, após o gosto amargo, me fizeram desejar ser ainda mais que uma resposta. Sua ausência me levou a mundos diferentes e pessoas maravilhosas, mas tais mundos que não quero entrar e pessoas que não consigo penetrar um olhar daquele que só ela consegue me roubar.
Quando o desespero passa, é tão mágico ver no amanhecer um motivo pra permanecer vivo. Uma estrela brilhando durante o dia – por dentro. Por muito tempo, a gente permanece fechado, pra dentro, sem conseguir enxergar quem realmente é e isso maltrata, mastiga, mas mastiga tanto, com tanta fome que quando a ela é saciada somos jogados involuntariamente pra fora de nós, é nessa hora que conseguimos ver nitidamente o quanto somos resposta para nós e essa resposta é a mais importante. O alivio é claro.

domingo, 7 de dezembro de 2008

Posso sentir

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Enquanto eu dizia que já estávamos longe
Você rebatia dizendo que não tinha ido
Dou-me saber que não notou nossa partida
Eu não queria ter partido e você nunca esteve de verdade

Tu me vens assim com esse contentamento
E eu descontente arrumando um modo de voltar
Mostre-me o caminho, preciso te ouvir dizendo
Que não foi descaso, que precisa de mim aqui

Por favor, não desista fácil como desistimos um dia
Já não há um abismo entre nós
Não deixe que o tempo leve, deixe que a alma cante
Precisamos de uma direção e eu me guio por você

Lembre-se das canções que dedicamos, dos meus versos
Sabe que podemos alcançar isso que um dia foi distante
Você é o lugar onde eu quero estar, te mostrei meus sonhos
Tentava imaginar onde você estava, agora sei que está aqui.

sexta-feira, 5 de dezembro de 2008

Encontro

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Nunca fui pela metade, poucas às vezes em que mantive os pés no chão, dizem que protejo demais os outros e esqueço-me de me proteger, mas será? Talvez minha única proteção seja acreditar piamente em quem desperta meus desejos, talvez minha única proteção seja não carregar o peso de ter ferido alguém, mesmo sabendo que às vezes tal zelo provoca rachaduras e machuque vezenquando. Não sei, nunca gostei do termo “meio”, ele é como o quase, e quase, nunca é bom, quase ganhei, quase amei quase me apaixonei quase te conquistei. Mas e aí? Se for quase, então você não ganhou, não amou não se apaixonou e tampouco conquistou.
É sempre sentimento, começa devagarzinho, alguém vem e se infiltra em seus pensamentos de mansinho, até que chega uma noite em sua cama que você silenciosamente percebe que não pensou em tal alguém só àquela hora, que você pensou o dia inteiro e então você respira fundo e tenta dormir, não consegue. Então começa a pensar que tudo muda o tempo todo, que não existe só mudanças ruins e sente medo, sente vontade de voltar pra onde estava só pra não correr o risco de se ferir, mas quando olha pra trás já voltou a viver e então se dá conta, de que o trem da vida partiu ao encontro de você mesmo, e isso alivia. Você sempre se encontra, não importa quantos tombos tenham que acontecer, não é distração que o faz se perder, distraído você se acha.

terça-feira, 2 de dezembro de 2008

Um momento.

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É uma delicia parar um instante, não conseguir pensar em absolutamente nada e de repente o coração florescer de tal forma que palavra alguma possa descrever e tua boca sorrir de mansinho e em seguida vir somente uma pessoa em seu primeiro pensamento.
É uma delicia fechar os olhos e não ver escuridão, sentir uma saudade gostosa, daquelas que você sabe que vai matar daqui a uns dias e saciar a sede de seus desejos, ir ao fundo da memória e lembrar-se de um momento, breve, mas que será unicamente seu e saber que outra pessoa também se lembrara como unicamente dela.

Já nem sei.

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Diluímos na distância, pegamos estradas opostas. Cheguei e me perguntar se ainda poderia te resgatar se ainda queria realmente. A flor tornou-se tão inatingível, quase seca de repente, e depois tão ao meu alcance, que quando cheguei bem perto, já havia rachaduras, não em mim.
Gritos internos ofuscavam minhas tantas certezas, silêncios constantes seguidos de dúvidas. Bom, pensei até que um tanto de dúvida é bem melhor que a certeza de uma paixão inventada, algumas verdades ainda machucavam a um tempo atrás.
A primavera está indo, tenho até sentido meu encontro ao sol, mas não quero pensar muito. Quero só deitar no meio dessa estrada para não gritar a ninguém que as flores têm espinhos, e eles machucam sem dó, quero gritos de esperanças, de pequenas ilusões que não deixem hematomas, e para isso preciso parar um pouco, não me ferir tão constantemente e não acabar ferindo outras pessoas e transformar tudo de novo em uma roda gigante assustadora, não repetir nenhum passo, apenas inovar.
Olhei meu reflexo naquele velho espelho e disse: “Talvez tenha um pouco de felicidade um dia.”

quinta-feira, 9 de outubro de 2008

Amor Simples

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Sinto uma urgência de entregar todo esse amor que guardo no peito, de poder dedicar meus versos a quem não diga apenas obrigada, de fazer tudo, de fazer nada, passear pela praça, tomar um sorvete, coisas tão simples sonho assim, amar na maior simplicidade possível, isso é o que as pessoas dizem sonhar, não precisa nem ser poeta, mas não encontrei ninguém nesse vasto mundo a quem pudesse entregar tanta urgência e tanta simplicidade de amar... Até encontrei, mas ela esperava isso de outro alguém. Não, nunca sou eu. Um dia vou olhar para trás e dizer que meu amor simples morreu na mocidade, e pensar com tristeza que estou com alguém por nem saber por que, ou talvez ainda esteja esperando a mesma pessoa, só... Com meu papel e caneta em um banco simples sentado do lado do meu amor também simples e tão sonhado, sabendo que nunca será realizado.

quarta-feira, 8 de outubro de 2008

Murchou Meus Dias

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Tu nem sabes, minha linda flor
Mas murchas-te meus dias
Antes junto de ti sentia alegria
Mas tu nem sabes, tua flor murchou meus dias

Do lado esquerdo do peito
Um coração apaixonado sempre batia
E ele bateu e bateu em sua porta que nunca abria
E foi assim que tua flor murchou meus dias

Por te amar fui me afogando em ilusões
Assim perdi-me ao ouvir seu silencioso não
E teu esquecimento, minha flor, murchou meus dias

Tua estrela brilhante lá no céu já nem se via
Teu amor nem imploro mais com alegrias
Pois seu desdém murchou meus dias.

terça-feira, 7 de outubro de 2008

Desculpas

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Não, nunca te enxerguei pura perfeição
Nem faço questão, sempre teremos defeitos e conhecemos os nossos
Não é necessário que eu, você ou outros compreendam de fato tudo o que acontece
Mas também nem sempre fiz questão de esconder o que guardo dentro de mim
Quase ninguém é capaz de entender o que teimo em dizer, nem você
E de palavras só me restam desculpas, desculpas, desculpas de tudo, de nada
Mas de repente nem essas nove letras possam surgir efeito sobre ti
O tempo passa cada vez mais lento, o coração bate ainda menos
Não tenho culpa, não temos culpa nem devemos ter, porém, eu tenho as minhas desculpas
Perdoe esse meu erro
Perdoe esse amor
Perdoe, perdoe, perdoe minhas desculpas de coisa alguma.

domingo, 5 de outubro de 2008

Ainda há tanto pra viver, penso que a vida de cada um seja um livro com momentos, coisas inesquecíveis, coisas que já nem lembramos de certo, mas sabemos que está registrado em algum lugar.
No livro da minha vida, nossas vidas que ainda virão páginas e páginas, você tem sido a história de um sentimento bonito, um sentimento sentido uma única vez.
Conheço-te a tão pouco, Mas já vivi tanto você seja na fantasia ou na realidade, você está aqui dentro desde os primeiros encontros, no pensamento com intenções ou sem, sempre esteve de alguma forma. E quando a página da sua história virar, por que um dia infelizmente vira, vai ser aquela que a gente faz uma dobrinha na ponta da folha, um capítulo que marcou, que fez sorrir, que fez doer, não importa, o que realmente importa é que será sempre a folha marcada, cheia de nostalgia para eu não esquecer as coisas boas que vivi que pensei em viver, mas não saiu de pequenos versos e cartas não mandadas.