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Nunca fui pela metade, poucas às vezes em que mantive os pés no chão, dizem que protejo demais os outros e esqueço-me de me proteger, mas será? Talvez minha única proteção seja acreditar piamente em quem desperta meus desejos, talvez minha única proteção seja não carregar o peso de ter ferido alguém, mesmo sabendo que às vezes tal zelo provoca rachaduras e machuque vezenquando. Não sei, nunca gostei do termo “meio”, ele é como o quase, e quase, nunca é bom, quase ganhei, quase amei quase me apaixonei quase te conquistei. Mas e aí? Se for quase, então você não ganhou, não amou não se apaixonou e tampouco conquistou.
É sempre sentimento, começa devagarzinho, alguém vem e se infiltra em seus pensamentos de mansinho, até que chega uma noite em sua cama que você silenciosamente percebe que não pensou em tal alguém só àquela hora, que você pensou o dia inteiro e então você respira fundo e tenta dormir, não consegue. Então começa a pensar que tudo muda o tempo todo, que não existe só mudanças ruins e sente medo, sente vontade de voltar pra onde estava só pra não correr o risco de se ferir, mas quando olha pra trás já voltou a viver e então se dá conta, de que o trem da vida partiu ao encontro de você mesmo, e isso alivia. Você sempre se encontra, não importa quantos tombos tenham que acontecer, não é distração que o faz se perder, distraído você se acha.
sexta-feira, 5 de dezembro de 2008
terça-feira, 2 de dezembro de 2008
Um momento.
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É uma delicia parar um instante, não conseguir pensar em absolutamente nada e de repente o coração florescer de tal forma que palavra alguma possa descrever e tua boca sorrir de mansinho e em seguida vir somente uma pessoa em seu primeiro pensamento.
É uma delicia fechar os olhos e não ver escuridão, sentir uma saudade gostosa, daquelas que você sabe que vai matar daqui a uns dias e saciar a sede de seus desejos, ir ao fundo da memória e lembrar-se de um momento, breve, mas que será unicamente seu e saber que outra pessoa também se lembrara como unicamente dela.
É uma delicia parar um instante, não conseguir pensar em absolutamente nada e de repente o coração florescer de tal forma que palavra alguma possa descrever e tua boca sorrir de mansinho e em seguida vir somente uma pessoa em seu primeiro pensamento.
É uma delicia fechar os olhos e não ver escuridão, sentir uma saudade gostosa, daquelas que você sabe que vai matar daqui a uns dias e saciar a sede de seus desejos, ir ao fundo da memória e lembrar-se de um momento, breve, mas que será unicamente seu e saber que outra pessoa também se lembrara como unicamente dela.
Já nem sei.
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Diluímos na distância, pegamos estradas opostas. Cheguei e me perguntar se ainda poderia te resgatar se ainda queria realmente. A flor tornou-se tão inatingível, quase seca de repente, e depois tão ao meu alcance, que quando cheguei bem perto, já havia rachaduras, não em mim.
Gritos internos ofuscavam minhas tantas certezas, silêncios constantes seguidos de dúvidas. Bom, pensei até que um tanto de dúvida é bem melhor que a certeza de uma paixão inventada, algumas verdades ainda machucavam a um tempo atrás.
A primavera está indo, tenho até sentido meu encontro ao sol, mas não quero pensar muito. Quero só deitar no meio dessa estrada para não gritar a ninguém que as flores têm espinhos, e eles machucam sem dó, quero gritos de esperanças, de pequenas ilusões que não deixem hematomas, e para isso preciso parar um pouco, não me ferir tão constantemente e não acabar ferindo outras pessoas e transformar tudo de novo em uma roda gigante assustadora, não repetir nenhum passo, apenas inovar.
Olhei meu reflexo naquele velho espelho e disse: “Talvez tenha um pouco de felicidade um dia.”
Diluímos na distância, pegamos estradas opostas. Cheguei e me perguntar se ainda poderia te resgatar se ainda queria realmente. A flor tornou-se tão inatingível, quase seca de repente, e depois tão ao meu alcance, que quando cheguei bem perto, já havia rachaduras, não em mim.
Gritos internos ofuscavam minhas tantas certezas, silêncios constantes seguidos de dúvidas. Bom, pensei até que um tanto de dúvida é bem melhor que a certeza de uma paixão inventada, algumas verdades ainda machucavam a um tempo atrás.
A primavera está indo, tenho até sentido meu encontro ao sol, mas não quero pensar muito. Quero só deitar no meio dessa estrada para não gritar a ninguém que as flores têm espinhos, e eles machucam sem dó, quero gritos de esperanças, de pequenas ilusões que não deixem hematomas, e para isso preciso parar um pouco, não me ferir tão constantemente e não acabar ferindo outras pessoas e transformar tudo de novo em uma roda gigante assustadora, não repetir nenhum passo, apenas inovar.
Olhei meu reflexo naquele velho espelho e disse: “Talvez tenha um pouco de felicidade um dia.”
quinta-feira, 9 de outubro de 2008
Amor Simples
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Sinto uma urgência de entregar todo esse amor que guardo no peito, de poder dedicar meus versos a quem não diga apenas obrigada, de fazer tudo, de fazer nada, passear pela praça, tomar um sorvete, coisas tão simples sonho assim, amar na maior simplicidade possível, isso é o que as pessoas dizem sonhar, não precisa nem ser poeta, mas não encontrei ninguém nesse vasto mundo a quem pudesse entregar tanta urgência e tanta simplicidade de amar... Até encontrei, mas ela esperava isso de outro alguém. Não, nunca sou eu. Um dia vou olhar para trás e dizer que meu amor simples morreu na mocidade, e pensar com tristeza que estou com alguém por nem saber por que, ou talvez ainda esteja esperando a mesma pessoa, só... Com meu papel e caneta em um banco simples sentado do lado do meu amor também simples e tão sonhado, sabendo que nunca será realizado.
Sinto uma urgência de entregar todo esse amor que guardo no peito, de poder dedicar meus versos a quem não diga apenas obrigada, de fazer tudo, de fazer nada, passear pela praça, tomar um sorvete, coisas tão simples sonho assim, amar na maior simplicidade possível, isso é o que as pessoas dizem sonhar, não precisa nem ser poeta, mas não encontrei ninguém nesse vasto mundo a quem pudesse entregar tanta urgência e tanta simplicidade de amar... Até encontrei, mas ela esperava isso de outro alguém. Não, nunca sou eu. Um dia vou olhar para trás e dizer que meu amor simples morreu na mocidade, e pensar com tristeza que estou com alguém por nem saber por que, ou talvez ainda esteja esperando a mesma pessoa, só... Com meu papel e caneta em um banco simples sentado do lado do meu amor também simples e tão sonhado, sabendo que nunca será realizado.
quarta-feira, 8 de outubro de 2008
Murchou Meus Dias
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Tu nem sabes, minha linda flor
Mas murchas-te meus dias
Antes junto de ti sentia alegria
Mas tu nem sabes, tua flor murchou meus dias
Do lado esquerdo do peito
Um coração apaixonado sempre batia
E ele bateu e bateu em sua porta que nunca abria
E foi assim que tua flor murchou meus dias
Por te amar fui me afogando em ilusões
Assim perdi-me ao ouvir seu silencioso não
E teu esquecimento, minha flor, murchou meus dias
Tua estrela brilhante lá no céu já nem se via
Teu amor nem imploro mais com alegrias
Pois seu desdém murchou meus dias.
Tu nem sabes, minha linda flor
Mas murchas-te meus dias
Antes junto de ti sentia alegria
Mas tu nem sabes, tua flor murchou meus dias
Do lado esquerdo do peito
Um coração apaixonado sempre batia
E ele bateu e bateu em sua porta que nunca abria
E foi assim que tua flor murchou meus dias
Por te amar fui me afogando em ilusões
Assim perdi-me ao ouvir seu silencioso não
E teu esquecimento, minha flor, murchou meus dias
Tua estrela brilhante lá no céu já nem se via
Teu amor nem imploro mais com alegrias
Pois seu desdém murchou meus dias.
terça-feira, 7 de outubro de 2008
Desculpas
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Não, nunca te enxerguei pura perfeição
Nem faço questão, sempre teremos defeitos e conhecemos os nossos
Não é necessário que eu, você ou outros compreendam de fato tudo o que acontece
Mas também nem sempre fiz questão de esconder o que guardo dentro de mim
Quase ninguém é capaz de entender o que teimo em dizer, nem você
E de palavras só me restam desculpas, desculpas, desculpas de tudo, de nada
Mas de repente nem essas nove letras possam surgir efeito sobre ti
O tempo passa cada vez mais lento, o coração bate ainda menos
Não tenho culpa, não temos culpa nem devemos ter, porém, eu tenho as minhas desculpas
Perdoe esse meu erro
Perdoe esse amor
Perdoe, perdoe, perdoe minhas desculpas de coisa alguma.
Não, nunca te enxerguei pura perfeição
Nem faço questão, sempre teremos defeitos e conhecemos os nossos
Não é necessário que eu, você ou outros compreendam de fato tudo o que acontece
Mas também nem sempre fiz questão de esconder o que guardo dentro de mim
Quase ninguém é capaz de entender o que teimo em dizer, nem você
E de palavras só me restam desculpas, desculpas, desculpas de tudo, de nada
Mas de repente nem essas nove letras possam surgir efeito sobre ti
O tempo passa cada vez mais lento, o coração bate ainda menos
Não tenho culpa, não temos culpa nem devemos ter, porém, eu tenho as minhas desculpas
Perdoe esse meu erro
Perdoe esse amor
Perdoe, perdoe, perdoe minhas desculpas de coisa alguma.
domingo, 5 de outubro de 2008
Ainda há tanto pra viver, penso que a vida de cada um seja um livro com momentos, coisas inesquecíveis, coisas que já nem lembramos de certo, mas sabemos que está registrado em algum lugar.
No livro da minha vida, nossas vidas que ainda virão páginas e páginas, você tem sido a história de um sentimento bonito, um sentimento sentido uma única vez.
Conheço-te a tão pouco, Mas já vivi tanto você seja na fantasia ou na realidade, você está aqui dentro desde os primeiros encontros, no pensamento com intenções ou sem, sempre esteve de alguma forma. E quando a página da sua história virar, por que um dia infelizmente vira, vai ser aquela que a gente faz uma dobrinha na ponta da folha, um capítulo que marcou, que fez sorrir, que fez doer, não importa, o que realmente importa é que será sempre a folha marcada, cheia de nostalgia para eu não esquecer as coisas boas que vivi que pensei em viver, mas não saiu de pequenos versos e cartas não mandadas.
No livro da minha vida, nossas vidas que ainda virão páginas e páginas, você tem sido a história de um sentimento bonito, um sentimento sentido uma única vez.
Conheço-te a tão pouco, Mas já vivi tanto você seja na fantasia ou na realidade, você está aqui dentro desde os primeiros encontros, no pensamento com intenções ou sem, sempre esteve de alguma forma. E quando a página da sua história virar, por que um dia infelizmente vira, vai ser aquela que a gente faz uma dobrinha na ponta da folha, um capítulo que marcou, que fez sorrir, que fez doer, não importa, o que realmente importa é que será sempre a folha marcada, cheia de nostalgia para eu não esquecer as coisas boas que vivi que pensei em viver, mas não saiu de pequenos versos e cartas não mandadas.
quinta-feira, 11 de setembro de 2008
Onde o pensamento transbordou pequeno em nós..
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Distantes estão nossos caminhos, quem vê nem acredita, pois, outrora vivíamos nos invadindo.
Não há o que fazer, se esse amor não foi permitido desabrochar, você não quis, eu não insisti, minha carne enlouquecida te disse adeus com vontade de dizer até amanhã, mas o amanhã não chegou pra nós, sequer houve um presente palpável. Nem me restam lágrimas nos olhos o passado tomou-as de mim, surgiu o amor, surgiu o desamor assim meus olhos muitas lágrimas derramou, e depois em você novamente o amor em mim, e terminou antes de começar, não sofri, não chorei... Só lamento vezenquando.
Tu nasceste na primavera, combinas mesmo com tua beleza, mas te conheci no inverno, onde nos esquentávamos em outros corpos sem antes descobrir os nossos, nunca tocados como amantes, mas sentidos como errantes e desvairados, eu e você, enlouquecidas por uma paixão escondida e por fim esquecida sem antes realmente vivida. E muito andei antes desse inverno, foram muitas estações até chegar a você todas elas nos conduziram àquele momento, não foi por acaso, não nos olhamos por coincidência, não nos abraçamos à toa, não me desprezas sem uma verdadeira razão, como não deixarei de te amar, assim, por não ouvir de você um sim, como escuto nos silêncios das insônias o teu não. Podes estar longe nos espaços, nas ruas, em quase todos os lugares, mas está sempre tão perto na cabeça e no coração, e é nesse coração que sempre vai ficar um espaço para ti, que um dia a de perceber o quanto não foi mera loucura a gente se conhecer.
Distantes estão nossos caminhos, quem vê nem acredita, pois, outrora vivíamos nos invadindo.
Não há o que fazer, se esse amor não foi permitido desabrochar, você não quis, eu não insisti, minha carne enlouquecida te disse adeus com vontade de dizer até amanhã, mas o amanhã não chegou pra nós, sequer houve um presente palpável. Nem me restam lágrimas nos olhos o passado tomou-as de mim, surgiu o amor, surgiu o desamor assim meus olhos muitas lágrimas derramou, e depois em você novamente o amor em mim, e terminou antes de começar, não sofri, não chorei... Só lamento vezenquando.
Tu nasceste na primavera, combinas mesmo com tua beleza, mas te conheci no inverno, onde nos esquentávamos em outros corpos sem antes descobrir os nossos, nunca tocados como amantes, mas sentidos como errantes e desvairados, eu e você, enlouquecidas por uma paixão escondida e por fim esquecida sem antes realmente vivida. E muito andei antes desse inverno, foram muitas estações até chegar a você todas elas nos conduziram àquele momento, não foi por acaso, não nos olhamos por coincidência, não nos abraçamos à toa, não me desprezas sem uma verdadeira razão, como não deixarei de te amar, assim, por não ouvir de você um sim, como escuto nos silêncios das insônias o teu não. Podes estar longe nos espaços, nas ruas, em quase todos os lugares, mas está sempre tão perto na cabeça e no coração, e é nesse coração que sempre vai ficar um espaço para ti, que um dia a de perceber o quanto não foi mera loucura a gente se conhecer.
terça-feira, 9 de setembro de 2008
C.
Que grande pessoa você se tornou aqui dentro. Meu pensamento de cada dia, você é minha musica preferida, transformou-se no sonho que desejo realizar. Não daria para descrever tudo isso de tão belo que tomou conta de mim, essas verdades bonitas digo apenas com o olhar, com um abraço, entre nossos silêncios constantes que podes compreender o quanto eu gosto de você. Quando te conheci, sei bem que não foi o momento exato, distraidamente você veio me tomando os espaços e sem querer me apaixonei e você sem saber só me fez te querer. Perdão! Pode ser banal eu insistir, mas sou louca por você, pela sua voz, pelo seu sorriso, por seus olhares distantes, por seu cabelo, por seu cheiro, tenho muita fome de sua presença. Mas seu sorriso realmente me encanta, não há coisa mais linda do que esses lábios sorrindo.
Não sente nada sabendo que você foi a pessoa que fez nascer esse imenso sentimento? A ponto de quase me engolir inteira. Quando passei a pensar assim em você, esses pensamentos loucos, esses planos e frases chatas, não queria acreditar que fosse realmente, e quando percebi o quanto de verdade existia nessas loucuras juro que não queria que você soubesse, fiz de tudo para não demonstrar, mas pensar que sentimentos tão sinceros estavam sendo jogados fora, sem ao menos uma tentativa era pesado demais para mim.
Eu sei você não me vê desse tanto de formas, embora seja triste... Não há dor. Pode ser que você nunca me olhe diferente, mas nunca exigirei nada a não ser sua presença uma hora ou outra, porquê se um dia existir uma ausência constante, isso sim vai doer. Vai tua vida, minha flor, mas não se perca totalmente de mim, de qualquer forma estarei sempre contigo. Pode ser que não exista um amanhã só nosso e por isso posso até chorar, mas eu choraria muito mais se essas coisas nunca tivessem sido ditas ou escritas à você, porque essas palavras podem não chegar ao seu coração, mas sei que em algum momento chegarão aos seus olhos.
Tenho me comovido e sentido saudade de tudo que nunca aconteceu, pensamentos em você o tempo inteiro. E nessas madrugadas de sonos perdidos, já era normal pensar em você, mas essa de setembro tive mais é uma louca vontade de fumar, talvez por estar transbordando de tanto pensamento repetitivo. O sono, porém, já estava mais forte que qualquer outra vontade, foi então entre essa vontade e a sonolência, entre o cigarro e você, pensei que ter você é meio que fumar um; trago-te até onde posso solto à fumaça no vazio do espaço, mas sempre fica uma parte dele dentro de mim, a diferença é que você fica no coração. Aliás, outra diferença que me irrita bastante, é que o cigarro eu posso ter nas mãos quando eu quiser. Mas tudo bem, não sei se deveria dizer, mas, eu te amo.
Não sente nada sabendo que você foi a pessoa que fez nascer esse imenso sentimento? A ponto de quase me engolir inteira. Quando passei a pensar assim em você, esses pensamentos loucos, esses planos e frases chatas, não queria acreditar que fosse realmente, e quando percebi o quanto de verdade existia nessas loucuras juro que não queria que você soubesse, fiz de tudo para não demonstrar, mas pensar que sentimentos tão sinceros estavam sendo jogados fora, sem ao menos uma tentativa era pesado demais para mim.
Eu sei você não me vê desse tanto de formas, embora seja triste... Não há dor. Pode ser que você nunca me olhe diferente, mas nunca exigirei nada a não ser sua presença uma hora ou outra, porquê se um dia existir uma ausência constante, isso sim vai doer. Vai tua vida, minha flor, mas não se perca totalmente de mim, de qualquer forma estarei sempre contigo. Pode ser que não exista um amanhã só nosso e por isso posso até chorar, mas eu choraria muito mais se essas coisas nunca tivessem sido ditas ou escritas à você, porque essas palavras podem não chegar ao seu coração, mas sei que em algum momento chegarão aos seus olhos.
Tenho me comovido e sentido saudade de tudo que nunca aconteceu, pensamentos em você o tempo inteiro. E nessas madrugadas de sonos perdidos, já era normal pensar em você, mas essa de setembro tive mais é uma louca vontade de fumar, talvez por estar transbordando de tanto pensamento repetitivo. O sono, porém, já estava mais forte que qualquer outra vontade, foi então entre essa vontade e a sonolência, entre o cigarro e você, pensei que ter você é meio que fumar um; trago-te até onde posso solto à fumaça no vazio do espaço, mas sempre fica uma parte dele dentro de mim, a diferença é que você fica no coração. Aliás, outra diferença que me irrita bastante, é que o cigarro eu posso ter nas mãos quando eu quiser. Mas tudo bem, não sei se deveria dizer, mas, eu te amo.
terça-feira, 2 de setembro de 2008
Carta V
Tive uma louca vontade de sentar na sua rua e te esperar passar, e sentei, e chorei e pensei várias coisas de nós, foi então que percebi que não existíamos tão sensíveis assim como em minha fantasia, existia eu, meu amor por você, sua rua e um vazio imenso, tão doloroso que já não nos sentíamos. Nossos olhares antes tão decididos andam fugitivos não se invadem mais e delicadamente tu me devoras e renega tudo que há dentro de mim, fugindo, se esquivando, como se houvesse a possibilidade de eu me perder de você, e nos espaços em que te espero e tu chegas e que vamos embora sem dizer nada, só me resta um nó aqui do lado esquerdo do peito.
Extremamente difícil quando o que era tão frágil e simples se torna um de seus desejos mais complexos. Estamos distantes e sozinhos, nossa ousadia está desaparecendo como pó em meio ao vento, nossas palavras e olhares tem inspirado nostalgia a quem quer que passe, em nós. Às vezes tenho uma vontade de poder voltar atrás, não pra mudar qualquer movimento ou fala dessas lembranças, mas sentir a doçura de cada um desses momentos outra vez. Quem poderia pensar que nos perderíamos assim, tão distraidamente, tão sem querer, sentimos falta de nós, mas voltar para tudo aquilo quase impossível. Tornamos-nos pessoas diferentes, somos outra pessoa dentro da carcaça ainda um pouco viva daquele antigamente, mutáveis, mas com imensa vontade de estar no momento exato como estávamos antes. Você é tudo o que eu sempre quis ver em alguém. É... O que eu quero ver talvez não seja o que realmente é, mas tive muitas impressões que era tudo que fazia sentir bem e você foi crescendo aqui dentro de uma forma que se eu tentasse me aprofundar nisso pra te explicar, não sairia nem a metade do que realmente sinto, pois, a cada segundo cresce ainda mais e um segundo perdido em seu olhar você continuaria crescendo e eu me perderia ainda mais nisso de ser ou não ser.
Temos dito tantas coisas e ao mesmo tempo nada, um papo sem nenhuma emoção, desacreditado de tudo que já veio e nessas ausências vem crescendo uma necessidade de ti, um presente descontente, uma urgência tão grande de te resgatar que quando me deparo com o fracasso, tudo se torna mais difícil e ninguém além de você pode ver ou sentir. Temos nos repetido bastante, e com isso minhas cartas tem ido pelo mesmo caminho, sempre o mesmo peso, a mesma angústia, a mesma ânsia de você, os mesmo desgostos e sempre aquela falta.
É, tem sido mesmo uma loucura, essa coisa de quase-amizade, quase-amor, quase-medo, quase - tudo, e se olharmos direito, nossa história virou quase-nada. Ninguém nos percebe ninguém ousa, ninguém desconfia de nossos medos, eles nos olham carne e osso, mas não enxergam como nos enxergávamos, assim, almas cansadas dispostas a começar tudo outra vez, e esse talvez seja o ponto, recomeçar, afinal desesperar não vai nos fazer voltar ao que éramos e se voltasse a tudo aquilo, não nos seriamos, mudei, mudamos e podemos mudar de novo até que tudo se encaixe e nosso amor se ache. Vou confessar-lhe, dei um suspiro de alivio agora, ganhei uma nova esperança em sermos tudo outra vez, tive até vontade de te ligar, mas você deve estar em um sono bem pesado e eu aqui, pensando em nós, em toda nossa história que só tenho em pensamento, nunca te contei, até penso, por isso lhe escrevo tantas cartas, essas que nunca mando, mas um dia chegam aos seus olhos, como tu chegas sem saber ao meu coração.
O que tem acontecido dentro de nós? Agora já não é mais amargo, sinto saudades todos os dias queria poder te ver sempre, te afagar, ouvir seus medos compartilhar tudo que te pesa, compartilhar tudo que te dá alegria, mas quase não temos tempo, tudo é muito raro pra nós. Perdoe os meus delírios, não se assuste, pois, o que sinto é tão bonito que dá até um nó na garganta quando falo o seu nome e ninguém me escuta esse nome que sempre me sai da boca descontroladamente, não preciso nem que me entendam, basta um ouvido e um pouco de atenção para me deixar falar sobre você, sua voz, seu jeito, dizem até que estou apaixonada, mal sabem eles, não? E nesse exato momento, passou-me pela cabeça seu sorriso mais gostoso, aquele que eu não tenho visto, que você não tem mostrado a ninguém, e ele é tão lindo, deveria mostrar sempre, mesmo quando triste, ele pode pelo menos alegrar outros corações, como faz com o meu.
Só queria te dizer mais algumas coisinhas, que já deve de ta cansada de saber, com tantos e tantos textos repetitivos. Quando fico em silêncio ao seu lado, estou dizendo que te amo em pensamento, quando te abraço navego em mares de planos que fiz e você está sempre neles, tudo o que sinto não é de brincadeira e não tenho vergonha de sentir. Pode ser tudo besteira, nem sei se um dia estarei contigo, mas enquanto viver, escreverei a você tudo que me pesa, que me alegra, que devora e me cega, mesmo você não ligando pra nada disso, estarei contigo em todos os caminhos e se do teu lado, bem contente, aos pouquinhos você entrou, confesso que até me assustei e de repente tem sido essencial, que nos apavorou e nos fez pensar que nada daquilo existia mais, no fundo, sabemos que existe.
Extremamente difícil quando o que era tão frágil e simples se torna um de seus desejos mais complexos. Estamos distantes e sozinhos, nossa ousadia está desaparecendo como pó em meio ao vento, nossas palavras e olhares tem inspirado nostalgia a quem quer que passe, em nós. Às vezes tenho uma vontade de poder voltar atrás, não pra mudar qualquer movimento ou fala dessas lembranças, mas sentir a doçura de cada um desses momentos outra vez. Quem poderia pensar que nos perderíamos assim, tão distraidamente, tão sem querer, sentimos falta de nós, mas voltar para tudo aquilo quase impossível. Tornamos-nos pessoas diferentes, somos outra pessoa dentro da carcaça ainda um pouco viva daquele antigamente, mutáveis, mas com imensa vontade de estar no momento exato como estávamos antes. Você é tudo o que eu sempre quis ver em alguém. É... O que eu quero ver talvez não seja o que realmente é, mas tive muitas impressões que era tudo que fazia sentir bem e você foi crescendo aqui dentro de uma forma que se eu tentasse me aprofundar nisso pra te explicar, não sairia nem a metade do que realmente sinto, pois, a cada segundo cresce ainda mais e um segundo perdido em seu olhar você continuaria crescendo e eu me perderia ainda mais nisso de ser ou não ser.
Temos dito tantas coisas e ao mesmo tempo nada, um papo sem nenhuma emoção, desacreditado de tudo que já veio e nessas ausências vem crescendo uma necessidade de ti, um presente descontente, uma urgência tão grande de te resgatar que quando me deparo com o fracasso, tudo se torna mais difícil e ninguém além de você pode ver ou sentir. Temos nos repetido bastante, e com isso minhas cartas tem ido pelo mesmo caminho, sempre o mesmo peso, a mesma angústia, a mesma ânsia de você, os mesmo desgostos e sempre aquela falta.
É, tem sido mesmo uma loucura, essa coisa de quase-amizade, quase-amor, quase-medo, quase - tudo, e se olharmos direito, nossa história virou quase-nada. Ninguém nos percebe ninguém ousa, ninguém desconfia de nossos medos, eles nos olham carne e osso, mas não enxergam como nos enxergávamos, assim, almas cansadas dispostas a começar tudo outra vez, e esse talvez seja o ponto, recomeçar, afinal desesperar não vai nos fazer voltar ao que éramos e se voltasse a tudo aquilo, não nos seriamos, mudei, mudamos e podemos mudar de novo até que tudo se encaixe e nosso amor se ache. Vou confessar-lhe, dei um suspiro de alivio agora, ganhei uma nova esperança em sermos tudo outra vez, tive até vontade de te ligar, mas você deve estar em um sono bem pesado e eu aqui, pensando em nós, em toda nossa história que só tenho em pensamento, nunca te contei, até penso, por isso lhe escrevo tantas cartas, essas que nunca mando, mas um dia chegam aos seus olhos, como tu chegas sem saber ao meu coração.
O que tem acontecido dentro de nós? Agora já não é mais amargo, sinto saudades todos os dias queria poder te ver sempre, te afagar, ouvir seus medos compartilhar tudo que te pesa, compartilhar tudo que te dá alegria, mas quase não temos tempo, tudo é muito raro pra nós. Perdoe os meus delírios, não se assuste, pois, o que sinto é tão bonito que dá até um nó na garganta quando falo o seu nome e ninguém me escuta esse nome que sempre me sai da boca descontroladamente, não preciso nem que me entendam, basta um ouvido e um pouco de atenção para me deixar falar sobre você, sua voz, seu jeito, dizem até que estou apaixonada, mal sabem eles, não? E nesse exato momento, passou-me pela cabeça seu sorriso mais gostoso, aquele que eu não tenho visto, que você não tem mostrado a ninguém, e ele é tão lindo, deveria mostrar sempre, mesmo quando triste, ele pode pelo menos alegrar outros corações, como faz com o meu.
Só queria te dizer mais algumas coisinhas, que já deve de ta cansada de saber, com tantos e tantos textos repetitivos. Quando fico em silêncio ao seu lado, estou dizendo que te amo em pensamento, quando te abraço navego em mares de planos que fiz e você está sempre neles, tudo o que sinto não é de brincadeira e não tenho vergonha de sentir. Pode ser tudo besteira, nem sei se um dia estarei contigo, mas enquanto viver, escreverei a você tudo que me pesa, que me alegra, que devora e me cega, mesmo você não ligando pra nada disso, estarei contigo em todos os caminhos e se do teu lado, bem contente, aos pouquinhos você entrou, confesso que até me assustei e de repente tem sido essencial, que nos apavorou e nos fez pensar que nada daquilo existia mais, no fundo, sabemos que existe.
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